TAU

Sou eternamente grata pelas grandes produções e investimentos em roteiros originais da Netflix, mas não posso deixar de expressar também a grande perda de tempo que foi assistir a TAU, um dos filmes mais recentes do serviço de streaming.

TAU é um questionamento entre a relação humana com a tecnologia. A história gira em torno de Alex, um desenvolvedor com foco em inteligência artificial, que está investindo em um projeto na área (uma casa controlada por uma tecnologia altamente inteligente que obedece suas ordens e atende pelo nome de TAU), e precisa de cobaias humanos para finalizar seu trabalho. Julia, é uma das sobreviventes do projeto que aparentemente se tornará mais do que isso ao longo do filme.

TAU

A princípio TAU parece promissor, mas a cada cena eu fui chegando à conclusão de que o melhor que o longa tinha a oferecer estava basicamente no trailer: pequenas cenas de suspense, uma boa fotografia e a ideia de um filme de ficção científica inteligente.

DETALHES RASOS

No decorrer da história a trama se torna muito rasa, não se diz muito dos personagens (os protagonistas possuem perfis altamente curiosos) e nem mesmo em qual cenário temporal tudo aquilo está acontecendo e o porquê. Tudo gira somente ao redor do suposto prazo que Alex precisa entregar o projeto funcionando em uma suposta corrida mercadológica (ele é constantemente cobrado em algumas reuniões pelos sócios).

HOMEM X MÁQUINA

TAU discute a relação de forma bem artificial. Júlia se aproxima do sistema de inteligência artificial para inicialmente, conseguir escapar das pressões de Alex. A produção até tenta trabalhar um pouco sobre a questão do mal-uso da tecnologia, do domínio que cada vez mais tudo isso tem sobre os humanos, mas o discurso é fraco e não convence. Apesar de um visual bem trabalhado e com uma certa personalidade, a ideia central (que é bastante interessante), não é explorada como deveria. O roteiro é inconsistente, as situações são repetitivas e o tema muito pouco explorado.

TAU

No geral TAU desperdiça todo o potencial que o trailer te vende inicialmente. Quando terminei o longa me fez lembrar de que o filme não deve nem ser considerados quando temos grandes nomes clássicos sobre inteligência artificial já produzidos, assim como A.I – Inteligência Artificial, Ex_Machina, 2001 – Uma Odisseia no Espaço, Blade Runner e Matrix, por exemplo.

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