Os Inocentes

E mais uma vez a Netflix me pegou pelo vício com uma das suas atuais produções, a intrigante Os Inocentes (The Innocents), que se passa em um universo totalmente original abordando o tema de supostas metamorfoses humanas (pessoas que podem assumir identidades e formas físicas de outras pessoas).

Em sua primeira temporada, Os Inocentes trás a luta de um casal de adolescentes, Harry e June, para ficarem juntos. Diante das dificuldades impostas pelo pai da moça, os jovens não encontram outra saída a não ser fugir pra bem longe de casa e viver todo aquele amor inocente de primeira viagem. Parece uma linda jornada, porém muita coisa sombria e muitos segredos ainda seriam revelados – alguns da pior forma possível.

Os Inocentes
Os Inocentes / Divulgação

Personalidades e revelações

O que ganha o telespectador em Os Inocentes é a construção de cada personagem ao longo da série. A medida que os episódios passam, cada personagem vai ser revelando de forma intencional, para que o público possa entender mais sobre a história e sobre o processo de metamorfose (que inclui gatilhos para acontecerem e posteriormente fazer com que a pessoa volte ao seu estado normal). Toda essa construção começa por June, é através dela que vamos começar a entender pra onde a série de certa forma vai nos levar, ligando a partir do crescimento da personagem, as demais revelações que precisamos saber.

Os Inocentes
Os Inocentes / Divulgação

Ambientação e duração

Com um total de 8 episódios, a primeira temporada entrega mesmo seu foco mais pro final. O começo pode parecer um pouco lento, mas é necessário para que o telespectador absorva bem o que está sendo tratado e não se esqueça de nenhum detalhe vindo de cada personagem, pois eles são importantes, no final tudo meio que se conecta e faz sentido.

Os Inocentes trás cenários propícios a cada cena. Temos uma boa fotografia, bons reflexos (esses são fundamentais), tons depressivos para expressar o drama vivido pelos personagens e um cenário de paz para ambientar uma ilha norueguesa (gerenciada pelo intrigante doutor Halvorson), que até então soa como um refúgio para quem quer entender o processo de metamorfose.

Os Inocentes
Os Inocentes / Divulgação

Trilha sonora

Quer mais um ponto positivo para maratonar Os Inocentes? A trilha sonora! Se tem algo que completa uma produção visual sem dúvida alguma é a música e dessa vez, não deixaram a desejar. Do pop ao indie, do instrumental ao rock, a trilha da série é completa e torna cada momento ainda mais presente diante dos nossos olhos.

Sucesso das produções ‘internacionais’

Estamos acostumados com os sucessos americanos, mas a Netflix não para por ai. Os Inocentes é de origem britânica, mais uma investida da gigante rede de straming em produtos ‘fora de casa’. E seguindo a linha dos destaques ultimamente alavancados pela Netflix, podemos afirmar que buscar produções além do mercado americano tem dado mais do que certo.

Com um final intrigante, eu queria apostar em uma segunda temporada de Os Inocentes. Será que teremos?

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