Recém-chegada de uma viagem ao México, mais especificamente a Cancún, estou ainda apaixonada por esse pedaço encantador do Caribe. Mas antes de falar sobre as maravilhas marinhas da região, quero dar um destaque inicial para a importância histórica de Chichén Itzá.

foto por Mari Duarte

Na lista de Patrimônio Histórico da Unesco, Chichén Itzá, é um dos mais importantes centros políticos e religiosos dos antigos Maias, é uma zona arqueológica para turistas e interessados em história. E não é para menos que a região também é considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo!

O lugar é muito interessante, assim como toda a história Maia por trás de todas aquelas enormes construções de pedras, que compõe Chichén Itzá. Como construíram tudo aquilo? Como projetaram tão bem? Como sabiam exatamente de onde viria e refletiria o som e a luz do sol? A inteligência Maia é incontestável quando você começa escutar sobre eles e sobre cada pedaço daquela ‘cidade’. O passeio por todo o sítio arqueológico de Chichén Itzá, dura mais ou menos umas 3 horas. O sol na região é bem forte e quase não existem sombras, então vá preparado com protetor solar, água e boné/chapéu, ajuda bastante a evitar o cansaço e aproveitar melhor a visita.

Templo de Kukulcán

No centro de Chichén Itzá está o impressionante Templo de Kukulcán, construído pelos antigos Maias para cultuar o deus Kukulcán (serpente sagrada) e funcionava também como uma referência para a contagem dos dias deles, como se fosse um calendário. O Templo conta com 9 patamares de 91 degraus em cada lado e 4 fachadas alinhadas com cada um dos pontos cardeais. São 365 degraus, contando com o topo (dias do ano no calendário Maia) e aproximadamente 30 metros de altura.

foto por Mari Duarte

Diz a lenda que durante os equinócios de primavera, 20 ou 21 de março e de outono, 21 ou 22 de setembro, reflexos de luzes e sombras naturais na fachada da escadaria nordeste refletem a forma de uma serpente. Isso acontece porque a luz do sol incide na fachada e reflete sete triângulos de luz que são projetados entre os degraus, formando o corpo de uma serpente que fica completa com a cabeça, esta feita de pedra, localizada nos primeiros degraus das escadarias.

Tudo isso é possível devido ao preciso alinhamento da construção do Templo com a posição do sol. A sombra da serpente também pode acontecer a noite se a órbita da Lua estiver na mesma posição equinocial do sol ao longo da eclíptica. Como os antigos Maias sabiam e projetaram isso? Fica ai a dúvida porque sim, é impressionante.

foto por Mari Duarte

Outros espaços

Ao longo de Chichén Itzá, temos também o Templo dos Guerreiros e a Praça das Mil Colunas, locais usados para rituais de sacrifícios e negócios locais. Vale destacar o também o Campo dos Jogos, um espaço para um jogo realizado na época, onde dois times tinham o objetivo de passar uma bola pesada por um aro. Parece legal né? Pois bem, no final do jogo o resultado era sacrifício humano, geralmente do líder do time perdedor.

foto por Mari Duarte
foto por Mari Duarte

Na região você encontra também muitos vendedores locais, é o lugar ideal para comprar uma lembrança não só de Chichén Itzá, como do México. Os preços são bem atrativos, bem mais em conta do que nas lojas em Cancún e os vendedores aceitam negociar, eles inclusive adoram os brasileiros!

Adquiri o passeio pelo site Decolar, com direito a transfer, entrada na zona arqueológica de Chichén Itzá, guia (inglês e espanhol) e um lanche no bus a caminho do passeio.

Para ver mais fotos dessa viagem, me segue lá no Instagram @aboutmariduarte 🙂

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